sexta-feira, 29 de maio de 2009

#14 Nos embalos de sexta-feira á noite

Fui ver meus amigos sem hora pra voltar. OK, eu tinha hora pra voltar, mas é só o que a música diz e tal.
Voltei cedo porque meu pai diz que eu sou muito nova para tudo isso. Ele acha que minha idade assim, de vida, é a mesma que a minha idade mental, mas, enfim, isso é assunto para outro texto.
Vi meus amigos.
A saudade é uma coisa muito chata... Eu odeio ter que morar longe deles. Mas, tá, esse texto não é pra ter um ar muito melancólico porque hoje é SEXTA-FEIRA!!!!!!!!!!! Não há melhor motivo que esta. Não venha me questionar.
Eu ri muito. A Julia bateu num balão (sim, dentro da pizzaria) que a acabou batendo num copo e quebrando-o. Fui-me abaixar pra tentar rir mais baixo (minha risada não é algo que se possa chamar de "discreta"), e acabei batendo a cabeça na mesa. Mais risos. Rir da própria desgraça é uma arte, digamos. Uma pessoa que tenta rir discretamente, se abaixa e bate a cabeça na quina da mesa, é vergonhoso. Se eu fosse quem estava me acompanhando, fingiria não conhecer... Ou que a pessoa estava tendo um ataque ou coisa do tipo.
Mas, sabem... doeu. Estou colocando gelo na minha cabeça pra não criar um galo...
Hoje todo mundo resolveu sair pra comer pizza.
Morar na cidade que é "a capital da gincana" não é fácil... Normalmente, tu vai no Kipper e só tem umas 20 pessoas. Mas, quando tem gincana, o Kipper lota e as pizzas demoram a eternidade pra vir. Por isso é bom tu chegar cedo como nós fizemos. Tudo bem que nós chegamos mais cedo mas só pedimos as pizzas perto das 20:30, demoraram anos pra trazê-las e quando fomos acender as velinhas de aniversário pra Bibs (é, era uma "festinha" surpresa), tive que colocar três velas sujas de chocolate dentro de uma sacola.
Depois da pizza, resolvemos usar os balões. Como eu tenho trauma (uma vez minha mãe estava enchendo um daqueles mini-balões em formato de coração, e o mesmo estourou no olho dela), eu só enchia alguns pequenos e amarrava, o Volny desenhou uma guriazinha com um lacinho de fita na cabeça e eu coloquei-a junto da minha câmera. Ficamos rindo e jogando balões até que a Julia quebrou o copo, escondemos o copo em baixo da mesa e pagamos a conta, fomos pra fora.
Ficamos dando bandas e passei com a Julia por uns caras:
- Oi, gurias, ui - disse o Tosco Número 1.
Silêncio da nossa parte. Acho que eles não gostaram do meu comportamento cabulado (OK, eu estava com medo mesmo).
- MAS TU, HEIN, Ô, QUE CABELO BEM FEIO, VAI CORTAR ISSO AÍ! - Tosco Número 1 se irritou comigo.
Eu fiz um draminha báásico quando encontramos o resto da galere. Normal. Eles me confortaram, ê. Mas, o Tosco Número 1, eu não esqueço. O cabelo dele era muito mais feio que o meu. É.
Cada casal foi pro seu lado (menos o Du e a Manu, porque ela tinha acabado de ir embora e a Fran e o Volny que ficaram lá falando com a gente. Ficamos tentando descobrir se havia ônibus pra eles irem embora e se a Julia iria na Arena.
Pronto, 23:15, meu pai chegou. É, eu tenho hora pra ir embora. Desculpa se eu não sou maior de idade, aí.
Um beijinho em cada (menos na Fabi e no Cotô porque eles estavam para algum lugar).
Um só porque eu não acredito no negócio do "três-pra-casar".

29/05/2009
[Postarei as fotos dessa noite quando eu tiver com vontade de passá-las pro meu PC]

sexta-feira, 22 de maio de 2009

#13 Sílvio's alive!!!!



É, foi só boato.
Não foi dessa vez que conseguiram se livrar dele.
Meu sonho de ir ao programa do Sílvio Santos e ganhar barras de ouro que valem mais do que dinheiro ainda vive (não mesmo).

"Sílvio Santos vem aí, olê, olê, olá."

sábado, 9 de maio de 2009

#12 Memórias dos tempos de nenis

Quarta-feira, assisti ao famoooso filme "Marley e Eu" (recomendo, mesmo, só que não assista-o dublado, porque a dublagem é uma m***inha) e tentei lembrar dos animais que tiveram a sorte (ou nem tanto) de me terem como sua dona.

Eu tive poucos animais de estimação. Quer dizer, eu acho que foram poucos.
Lembro de uma lesma. Tal lesma que eu consegui perder no jardim. Só não me pergunta como, porque eu sequer lembro do nome da gosmenta. Não sei também a idade que eu tinha, quando era dona da lesma.
Também já tive (OK, era dos meus avós) uma cadela que eu sempre visitava, aos domingos, na fazenda deles, a Xuxa (ignorem o nome da coitada).
Gente, só uma coisa: Alguém aqui NÃO teve um bicho de estimação chamado "Xuxa"? Óbvio que teve. Pelo menos, no meu caso, meus dois avós tiveram cadelinhas chamadas "Xuxa". Será que só eu sofro dessa maldição? É. Maldição sim, pois, não me diga que ter uma cadela chamada Xuxa não é maldição. E o que tu me diz do "Ilarilariê, ô ô ô" ser aquela música de adoração ao satan, hein, hein, heeeeeeeeeeein?
É, então, voltando à vaca fria (ou cadela, como quiser): A Xuxa (a minha cadela) morreu após nove anos de vida, o que na idade dos cachorros, segundo o Google, equivalem a 52 anos humanos. Uau!
E houve um cachorro chamado Bilu Tetéia (SERGINHO MALLAAAANDRO!!!!!!!!!!!). Não sei o porquê desse nome ter sido dado à criatura. O cachorro me odiava e era muito pequeno. Se eu encostasse nele, ele me mordia, então, não tive muito contato com ele.
Depois tive um peixe que dei o nome de Beta por que estava escrito no pacotinho de ração dele e eu pensei que tinha de chamar ele assim, porque cada peixe tinha um respectivo pacotinho de ração, com seu nome (burrice reina na minha infância, desculpe). Ele teve um fim trágico: privada. Eu estava limpando seu aquário e deixei o peixinho cair dentro da privada, não vi e puxei a descarga. Lá se foi mais um bicho de estimação da Claudine.
"Mãe, eu quero um cachorrinho" - Eu falei durante 7 meses todos os dias até que minha mãe comprou uma cadelinha pincher pra mim. Nunca vi coisa mais pequena na minha vida. E gordinha. Passaram-se sete meses e a cadela teve sua cabeça esmagada pelo portão eletrônico da minha casa. Minha mãe que acionou o mesmo e não viu a Luka (não, não era a do "Tô nem aí, tô nem aí", era a cadelinha mesmo). Resultado: O animal teve a cabeça esmagada. Lááááástima!!!!! Eu chorei Fozes do Iguaçu.
Depois de meses de culpa sendo carregados pela minha mãe, ela me deu mais uma pincher (essa não morreu, vive comigo até hoje, Kekka e seus 36 aninhos caninos). Aliás, o nome foi a minha irmã que deu. E não sei se não é culpa da bruxa Keka.

Agora, a minha irmã quer um peixe. Por mim, OK. Só não vou limpar o aquário. Ainda estou traumatizada.
E eu... Quero uma tartaruga.
Pra combinar com a minha velocidade de raciocínio, na maioria das vezes.

Veeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeery slowlyyyyyy.

Esta coisa pretinha ali é a Kekka.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

#11 Fim de semana que me rendeu fotos [2] - Casamento @Santa Cruz do Sul, 03.04.2009

Adeline




Cláudio






Cláudio






sábado, 2 de maio de 2009

#10 Can you imagine?


Deslizei o corpo pra baixo até estar com minha cabeça deitada em meu travesseiro novamente.
Respirei fundo, fechei os olhos e tentei pensar em como seria minha vida sem tê-lo pra mim.
...Logo eu, que sempre aceito compartilhar quase tudo. Opa! QUASE tudo. "Isso é uma exceção", penso. Oe! Não consegui.

Inimaginável.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

#9 Esperar, esperar

Lá estava ele, como o combinado no telefonema de ontem a noite.
"Eu vou pegar um ônibus pra Nova Iorque, amanhã. Te espero lá na rodoviária. Às 11:00 a.m."
Seus pés, calçados com o par de All Star surrado e velho, balançavam fazendo movimentos repetitivos e rápidos. Pra frente, pra trás, e assim iam...
O ônibus chegou. Quem desceu não foi Lívia, e, sim, sua madrasta. Sra. Frantz. Sentou-se ao lado dele:
- Ela não pôde vir. Disse-a que falaria contigo. - Baixou os olhos e apoiou suas mãos nas suas pernas.
- Tudo bem. Mas, eu vou ter que ir... Com ou sem Liv. - Eddie, como gostava de ser chamado, não conseguiu esconder sua tristeza em deixar a menina naquela casa onde estava.
- Eu tenho uma coisa pra você - Sra. Frantz sorriu brevemente e abriu uma caixinha pequena. O garoto olhou pra dentro da caixa e viu um bolo de dinheiro. Olhou novamente pra ela com uma expressão confusa. - Sabe... Fui juntando - Riram - Um pouco aqui, um pouco lá e aqui está!
- Obrigado, Sra. Frantz - E, num impulso, jogou-se nos braços daquela senhora.
O ônibus dela chegou.
- Eddie, preciso ir - Ela soltou-o com cuidado. - Tenha juízo em Nova Iorque, menino. E quando escrever teu livro, me mande uma cópia - Ela disse, levantando do banco em que estavam.
- Mando sim. Diga a Liv que vou lhe mandar dinheiro para começar a faculdade.
Lívia se tornou uma grande amiga do menino com vida de homem, com histórias de vida semelhantes, apesar de ser um pouco mais velha que Eddie, ela já havia se envolvido com alguém (bem) mais velho. O cara que fez Eddie sofrer, tinha 33. O de Lívia, 41.

Anos depois, Eddie, ainda em Nova Iorque, lançou seu livro, e, como o prometido, mandou para a Sra Frantz.

Esperando respostas...


sábado, 18 de abril de 2009

#8 Isto é uma poesia?

Diluir-me,
esquecer-me
até que depois
da chuva,
do sol,
do temporal,
de tudo
não reste (mais) nada além
das verdades ditas.
 

Blog Template by YummyLolly.com